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Mostrando postagens de 2012

Receita de Ano Novo...

Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, c…

Vai...

Te sinto indo embora...

                                       mas não consigo te pedir pra ficar...
Vai...
                                       você não vai conseguir me esquecer...
Fica...
                                       Apenas por hoje, amanhã não mais...

Vai Embora...

Vai embora e não olha pra trás.
Não volta quando a saudade doer.
Agora quem cansou fui eu.
Você ainda vai se arrepender.

Quando a saudade doer
Não chame meu nome baixinho
Eu estarei ouvindo outras canções
Aprendendo a falar outras línguas.

Quando minha ausência te incomodar
Não me procure em nenhum lugar
Eu estarei sendo presença.
A alguém que sabe me valorizar.

Vai embora e não olhe pra trás.
Teu tempo acabou de acabar.
Hoje me vou com a chuva.
Amanhã volto para estar.

Saio dessa história com um sorriso
Você??
Ainda não sei..
Espero que sinta minha falta
E tenho certeza....

                           Você nunca vai me esquecer!!!!


Eu mereço???

Eu merecia a sorte de um amor intranquilo.
A sorte de ter alguém que me respeitasse e me fizesse sentir ao menos, humana.
Eu merecia a sorte de ter alguém pra cuidar.
Alguém que fôsse frágil e forte.
Que me perguntasse como fora meu dia e se interessasse ao menos, um pouco, pelo que faço.
Alguém que me perguntasse qual livro estava lendo e que filme havia visto.
Alguém que fôsse companhia, que fôsse presença, que fôsse doçura.
Eu merecia alguém que precisasse dos meus carinhos.
Que me chamasse pra sentar na porta de casa só pra não fazer nada.
Que elogiasse minha comida e dissesse que eu estava bonita.
Que em nenhum momento gritasse ou me agredisse verbalmente.
Que não fizesse sentir a pior e mais solitária pessoa da face da Terra.
Eu merecia a sorte de um amor intranquilo.
Um amor que não doesse, que não matasse, que não fizesse morrer.
Um amor que cuidasse, que fôsse par e que nunca, por nenhum segundo, fizesse tão mal.
Um amor que não fôsse apenas comodismo ou falta de vergonha na cara.
Que não de…

Sem Volta...

Hoje eu te disse adeus.
Não um até logo ou um até breve, mas um adeus de verdade que é pra não correr risco de eu ouvir o meu coração.
Hoje eu não te pedi pra ficar, embora minha alma insistisse em te pedir o contrário.
E não fiz isso por mim.
Fiz por você.
Abri mão dos momentos contigo pq só assim não te faria mal. E sim, eu sei que te faria mal.
Deixei você sair de mim, sem olhar para trás.
Tranquei a porta, fechei as janelas, acabei com todas as possibilidades.
Hoje eu te disse adeus.
Fico com a saudade, os livros e som da guitarra.
Fico com teu riso contido e teu jeito de menino.
Fico com a dúvida e a certeza de ter feito a coisa correta.
Fico com minha solidão,como sempre foi.
Mandei embora minhas tardes de paz e não vou me arrepender e nem voltar atrás.
Não por você,mas por mim.
Sim pra você, não por nós.
Você irá seguir teu caminho,rodeado dos personagens dos livros de aventura.
Escreverá teu livro, desenhará tua história e sim, atenderá muitos clientes chatos(risos)
A realidade me toma de volta…

Desisto...

Hoje, desisto de mim.
Desisto de esperar você perceber que gosta de mim.
Desisto de suplicar um carinho, quando você nem me nota mais.
Desisto de sentir ciúmes quando é nítida tua euforia com a outra.
Desisto de sentir raiva quando sou fraca pra dizer o que sinto.
Desisto.
Hoje, desisto de me sentir vazia e oca, mesmo estando repleta de sentimentos.
Desisto de brigar com alguém que nunca vou me igualar. Ate pq hoje sei que valho muito mais.
Desisto pq sei que é luta perdida, briga injusta.
Não pq eu não consiga mais, mas por não saber fingir mais.
Hoje, eu desisto de você.
Desisto de me sentir sozinha e abandonada, me fingindo de vítima imperfeita.
Desisto de esperar você perceber que me fere quando está com ela.
Desisto de sentir.
Hoje, desisto de nós pq sei que nunca vai acontecer.
E quando digo nunca, é nunca mesmo.
As diferenças visíveis e invisíveis, o errado e a certa,a bom e o ruim.
Desisto de te querer, mesmo que eu continue te querendo.
Desisto de nada, mesmo sentindo tudo.
Desisto de esperar t…

Até Breve...

Quando você me disse pra não deixar ninguém me machucar mais,se esqueceu de mencionar que a saudade de você também me machucaria.
Se esqueceu de dizer que essa saudade que sinto seria dolorida.
Fiquei de mal com o relógio desde então, parei de contar os segundos pra te ver.
Se esqueceu de dizer que eu ficaria na noite chuvosa imaginando você em cada pingo de chuva, em cada trovoada forte, em cada som não tocado.
Se esqueceu de me dizer que tua presença ficaria viva em cada segundo que não conto mais.
E que tuas palavras seriam lidas, relidas e revividas a todo instante.
Menino malvado...
Se esqueceu de me dizer que quando disse "até breve",seria tempo demais e que as gargalhadas ficaram sem eco e as palavras sem sentido.
Quando você me disse tchau,se esqueceu de levar teu sorriso tímido que estava preso no meu e também se esqueceu de me dizer que sua falta iria doer tanto.
Quando você fechou a porta,não me disse que a falta do teu beijo seria meu desespero e que triste momento, não m…

Refém de si mesmo....

Livre em seus atos
Preso em seus sonhos
Refém calado de seus desejos
Errante assumido do seu não destino..

Pregador não fiel de suas palavras
Arrogante, sarcástico e cruel
Nada contra a maré
Não assume quem de fato é.

Fim, meio e principio
Perdido em seus trilhos mal traçados
Fere sem dó, nem piedade
Se esquecendo quem de fato é ferido.

Prisioneiro inconstante
Adotou o coração como único ser vivente
Finge não existir nada mais
Por ser cômodo ou conveniente.

Abandona a estrada
Deixa pelo caminho pedaços de quem nunca foi
Leva consigo somente a amargura
Larga esquecido todos os sonhos não sonhados.

Prisioneiro...

Muda...

Se um dia houveram sorrisos,
hoje as lágrimas dominam.
Se em algum momento houve esperança
hoje só o desespero faz morada.
Se por alguns segundos, a felicidade foi a meta
hoje já não há mais o amanhã.
Podaram tudo em mim.
Aleijaram meus sonhos.
Desfizeram meus castelos.
Amputaram meus desejos.
Sacrifiquei o que sou.
Me tornei amarga e oca.
Se quis viver...
Hoje quero morrer.
Anseio pela noite eterna.
Medo do nascer do sol.
Sou pedaço pequeno do que um dia, eu fui.
Sou parte inteira do vazio que me tornei.
Sou nada e nem ninguém.
Sou quem consente pra tudo.
Sou quem não espera mais nada.
Resignei...não há forças mais para dizer que não.
Calaram minha voz...


Tudo igual...

Noite de sexta-feira. Tudo seria diferente se hoje não fôsse hoje.
Noite silenciosa, onde o barulho do teclado é a única companhia dessa alma inquieta.
A garrafa de água ao lado do caderno rabiscado, sinal da briga constante.
Fecho os olhos e visualizo o cinzeiro abarrotado de bitucas queimadas.
O gosto da boca é amargo, como o féu que arde na alma.
Se pudesse voltar no tempo, hoje não teria existido.
Estou cansada, desanimada e vazia.
Se antes o solo foi regado, hoje arde em secura e amargura.
As palavras foram jogadas ao vento, os gestos vieram sem pensar.
A briga aconteceu e só restaram cacos espalhados pelo chão.
Já não há mais sorriso, o respeito se perdeu.
Se olho para frente, não enxergo mais nada.
Se me viro para trás, ainda me vejo lá.
Sensação estranha de derrota, certeza nítida de luta perdida.
Se brigo sozinha, perco sozinha. Nunca ganho.
Sei que amanhã tudo continuará igual, até as dores.
As cicatrizes já não doem mais, abriram parceiras na carne.
A alma um dia esperançosa, hoje finca no …

Opostos...

Ele rico.
Ela pobre.
Ele lindo.
Ela feia.
Ele inteligente.
Ela lesada...


Ele realista.
Ela sonhadora
                                                             Ele de terno.
                                                             Ela descalça.
                                                             Ele culto.
                                                             Ela aprendiz...

Ele ama Nietzs.
Ela adora romances melosos.
Ele da noite.
Ela do dia.
Ele curte música clássica.
Ela adora rock n rooll...

                                                                                              Ele complexo.
                                                                                              Ela simples.
                                                                                              Ele da cidade.
                                                                                              Ela do campo.
                                                                 …

O Fim do Inicio...

Ainda me lembro do primeiro encontro.
Fecho os olhos e vejo a nítida imagem de uma criança tentando arrancar o desenho marcado em tuas costas.
Se naquela manhã feliz eu tivesse escrito um "Oi.." ,tudo teria sido diferente.
Mas mais uma vez, eu resolvi apenas olhar e imaginar.
O tempo encarregou-se de fazer lembrança o que por um momento fora encantamento.
Perdeu-se a primeira chance.
Longos anos depois, numa  tarde fria de outono, uma frase escrita, foi entendida errada.
Mas o destino, doce destino, fez com que tudo fôsse encaixado.
Um encontro marcado, regado a velha canção do Renato Russo.
A sala vazia foi o cenário de uma paixão que surgia, sem roteiro marcado ou falas decoradas.
Uma omissão, uma covardia...
Perdeu-se a segunda chance.
As diferenças, os detalhes, a busca incansável e a submissão não se entenderam.
O afastamento foi inevitável.
Dias, semanas, meses...
Tudo inesperado, tudo complicado.
Idas, vindas, separações, ilusões.
Sonhos desfeitos, esperanças renovadas.
E o destino...

Nula...

Já não sou mais parte de mim. 
Já nem sei por onde terminar minha história.
Você chegou de mansinho e inundou todo o meu eu.
Me perdi em tuas veias, misturei-me no teu sangue.
Cobri de ilusão todas as arestas.
Salpiquei de esperança todos os pesadelos.
Minha vida já não me pertencia.
E talvez esse tenha sido o grande erro.
Você apenas chegou, sem pretensão.
Eu fiz dos sonhos, realidade.
Viajei nos teus lábios macios.
Naveguei solitária nos teus olhos perfeitos.
Saboreei o doce do teu corpo.
Me tornei escrava do teu querer.
Nenhuma porta ficou aberta.
Eu não queria mais sair.
Sem sono, sem vida,sem amanhã...
Tudo em torno de você.
Quando me dei conta, você tinha partido.
Levado meu eu contigo.
Deixou esquecida a poeira do que um dia fui.
Meus olhos cansados já não te vêem mais.
Minha boca sedenta não te encontra mais.
Você se foi...
Nem olhou para trás. 
Chorei, gritei, implorei.
Ninguém me ouviu e nem me viu.
Perdida tentei me encontrar.
Tateei no escuro do meu erro.
Juntei os caquinhos espalhados pelo chão.
Sobre…

Sempre Assim...

Seres alados em seus sonhos
anseiam por mudanças 
nunca antes sentidas
sonham com pesadelos cotidianos
vivem na carne o drama da morte não esperada
acordam imersos nos dias
segundos que rastejam no tempo
minutos que nunca disparam
horas incoerentes na inocência
alimentam-se de sonhos
divagam na realidade
não descansam no intervalo
perdem-se nas ilusões diárias
retornam exaustos à suas casas
beijam as bocas murchas à espera
abraçam os corpos ressequidos pela fome
se banham na água do desespero
forram o estômago com as sobras
afagam a alma com a certeza
de que amanhã começa tudo de novo
dias, semanas, meses, anos...
sem chegada, nem partida
nas noites mal dormidas
nos dias mal vividos
assim, caminham os heróis
tantos que já perdi a conta...

Já passa da hora...

O Amor Por Si Só...

Amo,na maneira de não amar
Não gosto, gostando de te odiar
Sinto, no sentido de não te ver
Não quero, revivendo o nosso adeus.

Jamais te deixei morrer
Infinitos na magia de existirmos
Murmúrios, beijos, mãos
Distantes na carne que não se corrompeu.

Os corpos separados pela vida
Imersos no desejo de querer
Vivos na ansiedade de amar
Mortos na vontade de não poder.

Unhas, carnes, túmulos
Ferrugem correndo as amarras
Paixão ardendo pelos ossos
Amor para toda vida.

Não permiti que você se fôsse
Até pq eu teria que ir junto
Hoje não lamento mais sua ausência
Te sinto no ar que respiro.

Nunca deixamos de ser nós...
Nunca haveremos de nos separar
Hoje, eu e você nos unimos
Ontem, nascemos para nos amar...

A Dama de Vermelho...

Ridicularmente ridicula 
ela caminha pela rua
curto vestido vermelho
pele amarela que assusta.

Olhos mortos sem vida
boca torta sem dentes
nariz esborrachado de druida
barriga enorme, adjacentes.

Unhas imundas de poeira
corpo repleto de pêlos
orelha com verruga
alma cheia de medos.

Assusta mais do que imagina
só seu hálito é arma poderosa
derruba até o maior dos homens
amedrontar é sua menor proeza.

Vive ao lado do homem que não anda
mora na casa que ninguém vê
é vazia de sentimentos
não existe e nem é.

Nunca amou, nem foi amada
é usada e nem se dá conta
seja pena ou piedade
todos rejeitam a desalmada.

Morta-viva que rasteja
no visco que serpenteia
inerte nessa dança da vida
morta em sua mesmice.

Ela é nada..
Ela não existe.
Ela é a "dama de vermelho"
Ela é a piada da vila.

Eu acho graça
eu nem perco o sono
ela me dá asco e pena
por ela, eu rio sozinha.



Sonho acordado...

Lua de prata num céu estrelado
companheira fiel da minha solidão
abraça-me neste céu cercado
conduza-me ao seu coração.

Me mostre o outro lado 
ocupe o meu lado sombrio
não me deixe mais abandonado
seremos um apenas vazio.

Acaricia minha alma
me permita sentir, enfim
revolta minha calma
me devolva para longe de mim.

Sou teu nessa noite de paz
és minha nesse dia de luz
nada mais me satisfaz
só tua solidão me conduz.

A noite chega ao fim
fechei os olhos para sonhar
já não há mais a lua
só eu estou a acordar...



Primeiro Amor...

Ela o vira descer pela rua.
A pele morena ficava assustadoramente sedutora sob o sol.
Os olhos negros, sobrancelhas grossas.
Cabelos cacheados...
Boca pequena e delicada.
Os pés descalços chutavam as pedrinhas do velho chão de terra batida.
Ela mordera o lábio tão forte que gemera baixinho.
Olhara temendo de que algum dos amigos a estivessem olhando.
Suspirara aliviada quando os percebeu continuando a brincadeira de queimada.
Quando se dera conta, seus olhos encontraram os dele.
Ele sorria.
Ela tremia.
Ela agarrara forte o velho shorts desbotado e nem se dera ao trabalho de ao menos ajuntar o cabelo rebelde.
Sua blusa trazia os sinais do jogo, as marcas de terra.
Ele passara por ela, tola...abaixara a cabeça.
Ele a ignorara.
Talvez ela fôsse criança demais ou ele, maduro demais.
Ela o seguira com os olhos, enquanto os outros amigos a chamavam sem parar.
Os dias seguiram, os meses passaram.
Ela o buscara por inúmeras vezes, ficara sabendo dos cigarros que ele fumava, das bebidas que o derrubaram, das mul…

Amarras...

Me liberta desse pesadelo.
Desamarra minhas correntes e me livra de você.
Não segure minha mão e nem aprisione meus sonhos.
 Me dê linha e me permita voar livremente.
Não quero mais abrir mão dos meus ideais.
Nem quero deixar de ser eu mesma para viver a sua vida.
Se um dia achei que fôssemos dois corações batendo em um corpo apenas, vejo que tudo não passou de ilusão.
Sempre fomos ímpares, solitários navegantes insólitos no mar da vida que não para.
Quero ser livre.
Teus gritos não me sufocam mais e nem posso ouvir tuas mentiras tolas.
Descobri o erro, curei minha alma, sarei teu nome dentro de mim.
 Nem a cicatriz ficou visível, você deixou de existir.
 Hoje sou eu, apenas eu.
 E mesmo que o amanhã traga a incertezza, o hoje me mantém em constante estado de alerta.
Hoje eu estou livre.
Depois...o depois já não me interessa mais.
Você fica.
Eu já fui...
Dessa vez , eu ganhei!


Vítima...

Ela sabia que chegara a hora.
A lua clara iluminava a noite escura e seu corpo tremia.
Precisava encontrá-lo essa noite e terminar o que havia começado.
A boca agora seca trazia consigo a sensação do beijo molhado que outrora fora seu castigo.
As mãos suadas ansiavam por aquele corpo que se encaixara tão perfeitamente ao seu.
Fizera um juramento de nunca mais revê-lo.
Mas em todos os momentos que revivera cada detalhe, ele estava dentro dela.
Pulsante, vivo...
Sabia que se isso voltasse a acontecer, o final seria trágico.
Mantivera-se forte na primeira vez e resistira.
Mas como explicar que o buraco negro que carregava dentro de si, vazio, oco..agora estava cheio de esperança?
Esperança que jamais havia sentido.
Errara, ela sabia.
Prometera a mãe que jamais se envolveria, apenas manteria vivo o sangue escorrendo para dentro de si.
A lua cheia a banhava...
Com um suspiro profundo, o chamou.
Ela deveria apenas esperar, nenhum homem jamais havia escapado de seus encantos…

Eu Sou...

Se eu fosse um mês, eu seria: Dezembro(luzes coloridas, alegria)
Se eu fosse um dia da semana: Sexta-Feira(O Fim do Começo)
Se eu fosse uma hora do dia: Seis da manhã(O Começo)
Se eu fosse um planeta ou astro: Saturno e seus anéis...
Se eu fosse uma direção: Adiante.
Se eu fosse um móvel: Uma estante repleta de livros.
Se eu fosse um líquido: Água!
Se eu fosse uma pedra: Esmeralda(sempre as admirei)
Se eu fosse uma árvore: Uma Jabuticabeira(em processo de florir)
Se eu fosse uma fruta: Manga(sangue de boi, bem gorda e suculenta)rs
Se eu fosse uma flor: Rosa(vermelha)!
Se eu fosse um clima: Inverno(com direito a meias e gorro)
Se eu fosse um instrumento musical: Saxofone.
Se eu fosse um elemento: Terra(com pés bem fincados)
Se eu fosse uma cor: Vermelha.
Se eu fosse um bicho: Beija-Flor(...Devagarzinho, flor em flor Entre os meus inimigos, beija-flor...)
Se eu fosse um som: Um violino solitário...
Se eu fosse uma …

Brincadeira de Criança...

Ciranda, cirandinha das voltas inacabadas.
Pique-esconde do esconderijo perfeito.
Queimada da mira certeira.
Bolinha de gude da "loca" mirada.
Adoleta das mãos unidas.
Pula elástico dos pés ligeiros.
Pula pauzinhos dos altos pulos(e tombos também)rs
Jogo de bola no campo da lua, das pedras doloridas nas solas do pés.
A boneca sem braços e de roupa suja.
A espiga de milho com cabelos penteados.
A abobrinha que se transformava em gado gordinho e faceiro.
Papéis coloridos, letras soltas, poemas de amor.
A rodinha da noite onde os contos de terror arrepiavam os pelinhos dos braços.
A roupa feita à mão.
A linda e colorida Melissa, guardada a sete chaves pro barro não sujar.
Cadernos, lápis, giz de cor, divisão...
Balança caixão, balança você...dá um tapa na bunda e vá se esconder!
E se esconda rápido, porque o 1,2,3...pula para 60,70,80.
Ah...infância não vivida de lembranças coloridas.
Saudades sentidas de tempos vivos.
Brincadeiras que o tempo jamais conseg…

Escafandro...

Navega solitário no mar revolto.
Pede socorro num grito mudo.
Ouve-se nada num toque surdo.
Múrmurios incoerentes brindam na tarde serena.
A dança sem ritmo embala os corações vazios.
Ninguém vê,ninguém ouve,ninguém fala.
Concessão de sentimentos, resignação de sobras.
Envolto no manto da dor, assente calado, consente ferido.
Já não há ondas, nem mares, nem flores.
Tudo se perde, tudo continua.
O amanhã não lhe pertence, como tudo se perdeu.
Laços perderam as cores e o brilho dos nós já não pode ser desfeito.
Marujo solitário...
Vozes burbulham na espuma branca.
Um escafandro de sonhos é sua armadura reluzente.
O sol surge tímido ao longe.
Outro dia, outras dores...
Começa tudo de novo, o mar o chama adentro.
Se pode seguir adiante, porque ancorar à margem?
Imensidão de incertezas remam em direção certa.
O mar, o eu, o hoje...
Impassível solidão.
Negação que se desfaz!

Eutanásia...

Quero ser livre.
Quero poder tomar minhas próprias decisões.
Se hoje pra mim a decisão é desistir, quero poder fazer isso.
Sem cobranças, sem questionamentos, sem olhar piedoso.
Cansei.
Que venham os hipócritas e me digam que não passei nada, que as dores dos outros são maiores ou piores.
Ninguém, ninguém sabe como me sinto.
Ninguém tem o direito de decidir nada por mim nesse dia de hoje.
Anos lutando pra me mostrar um alguém.
Um alguém que valia alguma coisa.
Um alguém que sentia alguma coisa.
Mais alguns bons anos lutando para me manter viva.
Pergunto eu:
Para mim ou porque queriam que eu ficasse viva??
A única coisa que sempre me doeu demais, foram os olhos roubados.
Esses feriram, desconcertaram, marcaram.
Hoje, as cores foram devolvidas e mesmo assim, sou obrigada a continuar lutando com algo que é maior que eu?
Não há cura.
Quando uma dor for sanada, outra virá. É sempre assim...
O corpo já se cansou de brigar.
Eu já cansei de lutar.
Viagens judiadas, re…

Tradução do Amor...

Eu nunca consegui ser boa mãe.
Esse é um fato que nunca vão poder me provar o contrário.
Eu falhei??
Muito.
Mas eu acertei também, disso eu tenho certeza.
Natália, esse é o nome do maior acerto.
Natália, inteligente, linda, com um caráter firme, índole perfeita.
Natália que chora em comercial de tv, que briga com a amiga quando acha que esta está fazendo bobagem..mas que não aceita muito bem quando lhe dizem que é ela quem está fazendo bobagem.rs
Natália que é estudiosa e esse ano vai se formar no colegial, sem nunca ter ficado de recuperação ou repetido ano.
Natália que acorda as 6:22 todos os dias resmungando...mas que dificilmente, perde um dia de aula.
Menina de sorriso largo, de lágrimas fartas, de rosto vermelho e cabelos loiros.
Mulher de olhos tristes, de coração meio bobo e de mente aberta.
Criança que ainda joga bola na rua, corre desengonçada e se maqueia nas noites de festa.
Pequena mulher que se fantasia de gente grande quando na verdade eu acho que ela quer…

Tempo...

Lendo um texto hoje em um blog que gosto muito de participar(pontolivro.com)me deparei com um post que não tinha a ver com o que vou falar, mas que foi citado dentro do post..rs
Confuso?? Nada...
Falta de tempo.
Será esse o grande mal do século?
O mestre Renato Russo afirmava que a solidão era o grande mal do século e talvez em algum momento, eu até tenha concordado.
Mas hoje, afirmo que para mim, o grande mal do século é nossa correria.
O tempo, esse senhor mágico que comanda nossas ações, nossos pensamentos, nossas vidas...continua o mesmo, sem um segundo a mais ou a menos.
E nós??
Em que minuto estamos vivendo ou deixando de viver?
Em que segundo de tempo deixamos que a correria da vida tomasse conta de nossas horas?
Perdemos tempo, isso é fato.
Podemos até correr por 25 horas diárias, mas sempre estamos perdendo tempo.
Tempo de olhar uma criança brincar, tempo de ver uma abelha sugar uma flor, tempo de dar bom dia ao caminhante solitário da manhã chuvosa.
Tempo de…

Nada vai dar certo...

Você me disse que tudo ficaria bem.
Mas se esqueceu de dizer por quantas vezes, eu teria que desistir de você e de mim.
Esqueceu de mencionar que as coisas ficariam dificeis e que você ficaria calado.
Nunca disse que esperaria as coisas caírem do céu.
Que nada tiraria seu sono sagrado ou seu sorriso sarcástico.
As vezes, muitas vezes, penso que você se acostumou a conseguir tudo fácil e por isso não precise lutar para nada ou por nada.
Você não me disse que eu teria que pensar e resolver tudo sozinha, mesmo que eu não conseguisse.
Se esqueceu de dizer que eu pagaria as contas e resolveria todos os encanamentos furados, goteiras teimosas e cupins maldosos.
Não me disse que eu tomaria todas as decisões sozinhas e hoje, me pergunto se tudo isso nunca foi proposital, afinal, era eu a culpada de tudo no final.
Estratégia??
Prefiro não ter certezas...hoje.
Se esqueceu de dizer que eu teria que pedir um abraço, de implorar um beijo e de desejar seu colo.
Não fizestes questão de …

Medo...

Sinto medo dos homens.
Animais insensatos que mentem, ferem e matam.
Sinto medo da falta de amor, do companheirismo e do egoísmo.
Sinto medo dos homens fracos, que nunca assumem seus erros.
Sinto medo da mentira.
Sinto medo da maldade.
Sinto medo dos dias quentes demais(como hoje)
Das noites geladas(como ontem)
Sinto medo do som alto, das palavras que saem aos gritos e das bocas que sempre se calam.
Sinto medo das cores que somem, do preconceito que domina.
Medo do preto e do branco.
Sinto medo dos pesadelos mal vividos, dos sonhos não terminados.
Medo.
De tudo que conheço, das pessoas que conheço.
Sinto medo da bebida que embriaga, do cigarro que intoxica e da sujeira que corrói as almas vazias.
Sinto, sinto, sinto...
E não existo...
Existo e nada sinto.
Medo dos meus pensamentos feitos em momentos de raiva.
Da ira que muitas vezes comanda minhas ações.
Sinto medo de mim mesma quando não sinto mais nada.
Sinto não sentir nada quando eu acredito que esteja sentin…

Eu Pergunto...Você Me Responde???

Hoje o que vou postar é mais um desabafo...aliás, pergunto eu, não seriam todos os meus textos, de puro e cansado desabafo??
Não seriam todas as minhas palavras apenas uma pequena ou grande extensão de todos os meus problemas ou carências ou amores??
Talvez nunca ninguém vá saber qual a verdade.
Mas sei também que muitos lêem o que posto, se identificam com esse ou aquele texto.
A maioria deles é feita num momento de total cansaço ou dor extrema. Sim, eu sinto dores.
E sempre, aliás, sempre...é num momento de dor extrema.
A família do terror existe sim. E moram ao lado da minha casa.
Casa essa que terei que deixar por não aguentar mais o barulho ensurdecedor que vem de lá.
Casa essa que deixarei perdida em minhas lembranças, por não conseguir mais olhar na cara desse povo sujo e maldoso.
E em noites mal dormidas, como a de ontem, me pego pensando o pq Deus permite que passemos por situações assim.
Nunca, tá, talvez em alguns momentos, eu tenha sentido ódio dentro de mim. Ma…

O Bem e o Mal...

Li recentemente que todos nós temos o bem e o mal dentro de nós.
Pergunto eu: Pq algumas pessoas só tem o mal dentro delas??
Pq preferem odiar ao invés de amar??
Me lembrei de uma pequena história...e agora, vou lhes contar:
Era uma vez...
Uma casinha muito mal feita, toda torta, com blocos usados e furados, telhado feito com velhas telhas remendadas. Madeira carcomida pelas traças e piso todo misturado(afinal, havia sido feito de restos, pequenos pedaços catados em lixões).
O quintal era uma bagunça, todo repleto de porcarias e quinquilharias. Coisas velhas, juntadas anos a fio.
Um pobre cão faminto, latia assustado..Também pudera, estava amarrado no canto, todo sujo, com fome. Preso a uma corrente.
Havia noites que mal conseguia latir, não sei se por conta da fome ou da corrente que lhe apertava o pescoço.
Um cheiro forte inundava tudo. Bichos rastejantes, sapos grandes e gordos achavam morada embaixo de tanto lixo acumulado.
Dentro da casa, móveis usados e quebrados. R…

Gotas de Felicidade...

Gosto de pessoas.
Pessoas silenciosas, pessoas barulhentas.
Gosto de noites frias, de dias nublados.
Gosto do cheiro de poeira quando a chuva cai.
Gosto do sabor da pêra quando ela está verde.
Gosto de cachorros grandes e arteiros.
Gosto de pássaros esfomeados e gritadores.
Gosto de borboletas...
Gosto de chuva.
Gosto do cheiro de casa limpa, de roupa sendo passada.
Gosto do cheiro do banho, da espuma branca.
Gosto de dormir.
Gosto de acordar.
Gosto de meias, aliás, amo meias.
Gosto da amiga que pinta minhas unhas e partilha os livros que tem.
Gosto do sorriso do meu sobrinho.
Gosto dos emails gigantes da minha filha bahiana.
Gosto do amor, do amor que sinto quando olho minha filha ali, mesmo que ela não esteja me vendo.
Gosto do meu marido..rs Mesmo quando ele fala alto e dorme demais.
Gosto do cheiro da casa da minha mãe.
Do cheirinho gostoso das panelas nos finais de semana lá.
Gosto da algazarra dos sobrinhos, dos gritos da minha irmã.
Gosto de filmes, amo f…

Conto de Fadas ao Contrário...

E viveriam infelizes para o resto de suas mortes...
Não, você não começou o conto pelo final.
Tudo teve inicio, ou termina, por aqui.
Eram um casal incomum. Feitos as pressas, formados pelo cruel destino.
Ela, uma sem alma e beleza.
Ele, um deformado e sem coração.
Se uniram pela comodidade, um não tinha casa e a outra não tinha amante.
Formaram o par mais imperfeito, o casal mais odiado de todos os tempos.
Se amavam na tragédia, se uniam na solidão criada por eles.
Eram amantes.
Nenhum sentimento os unia, exceto a aversão que tinham um pelo outro.
Eram repugnantes, exalavam maldade e desamor.
Ela, vazia e feia.
Ele, manco e oco.
Saíam de mãos separadas, cada um seguindo seu rumo. Até a lua se escondia em nuvens escuras quando o casal resolvia brindar as ruas com suas ausências.
Destino cruel, matreiro e cheio de vontades que nunca conseguiremos entender.
Tanto tentaram que conseguiram.
Ela tinha dentro de si, um filho.
O filho gerado sem amor, sem união, sem nada.

Nada...

Não era nada.
Não tinha nada.
Nascera para ser ímpar, como o velho amigo havia previsto num passado não tão distante.
Tudo o que lhe era oferecido,lhe era tirado da mesma forma.
Ninguém a via, ela não existia.
Sufocava suas dores, sangrava solitária.
Suas formas disformes eram confundidas inúmeras vezes com o mesmo vazio deixado pelo adeus.
Se ela não estava ali, não precisava que ninguém lhe perguntasse como ela estava.
Por inúmeras vezes, procurou um abraço, mas sempre dava de cara com si mesma.
Nenhuma mão segurava a sua.
Nenhuma palavra lhe era direcionada.
Oca.
Casca opaca que abrigava uma alma sem vida.
Vazia.
Nula como eram os rascunhos jogados no lixo.
Ela sentia e ninguém sabia.
Ela chorava e ninguem via.
A dor, o desprezo, o desamor...tudo era sentido e vivido,mesmo que ninguém se desse conta de que ali, naquela casca vazia existisse alguém.
Ela era sozinha.
Solidão dolorida, solidão sentida,solidão nunca vista.
Como um nada, precisa ser aceita.
Não por …

A Lenda dos Três Irmãos!!!

Em uma vila distante com chão de terra batida e casinhas de palha, viviam muitos moradores felizes.
Cantarolavam nas tardes quentes, encolhiam-se todos juntinhos nas noites e manhãs frias.
Viviam em paz constante,até que em uma noite chuvosa e fria, em meio à raios e trovões, três irmãos surgiram na escuridão.
À frente, uma mulher vinha tropeçando em suas vestes podres e mal cheirosas.
Os cabelos embaraçados eram sinal de que banho era sinal de luxo que ela nunca havia se permitido.
Nariz caído, olheiras profundas escondiam o que antes, foram olhos esverdeados.
Hoje, verde era sua cor.
A boca toda recortada mal se fechava pelos dentes tão tortos e salientes. Do seu lado, um dos irmãos andava tropeçando e pasmem, fazia isso em seus próprios lábios.
Eram lábios tão grandes que mal cabiam no rosto disforme.
Desciam pelo corpo torto e terminavam bem embaixo de seus pés grandes e desproporcionais.
Quando andava,um barulho ensurdecedor saía dele, como um ronco bem forte de um c…

Dança nas Estrelas...

Dança comigo nesta noite salpicada de estrelas.
Me deixa perder-me em teus braços.
Me permita guiar-me por teus pés.
És a música suave que embala nossos corpos.
És a paz barulhenta que atormenta nossos braços.
Quizera eu ser a dona da noite que hoje é a dona de nós dois.
Quizera eu, que você fôsse o eterno namorado dos tempos de outrora.
Quizera nós, que esse açoite não nos ferisse a carne.
Somos, estamos, fomos.
Quizera que existissemos em nós mesmos.
Sol, noite...
Lua, dia... Eternos enquanto não existirmos, imortais enquanto nossos sonhos não forem realizados.
Mensageiros calados de sentimentos nunca existidos.
Idealizadores de projetos que nunca foram pensados. Sereno frio que gela a alma.
Calor fervente que emana das bocas entreabertas.
Beijos molhados, sussurros...
E a dança continua embalada pela canção que já não é mais ouvida.
Somos um.
Sempre fomos um. Dois corações que batem separados.
Duas almas que se completam em formas distintas.
Dois pares de …

Um Pequeno Grande Conto de Terror...

Era uma vez uma mulher muito tenebrosa.
Fazia tanta chapinha que as cascas grossas e fétidas brotavam dos cabelos que nunca balançavam com o vento.
Quando abria a boca, o hálito era uma mistura de ovo podre com carniça. Disfarçadamente, todos que iam conversar com ela, tapavam a boca para não sentir a catinga.
O corpo parecia mais um jequitibá, todo roliço de baixo em cima. Sem cintura e com veias expostas e salientes.
Criatura abominável que ainda acreditava que era bela,talvez, penso eu, o espelho estivesse quebrado.
Roupas curtas e justas, um emaranhado de amarrações, banhas saindo pelos poros. Boca torta e dentes salientes, olhos caídos e orelhas sujas. Unhas tortas e opacas,pêlos grandes e grossos saíam até por cima da pouca roupa que usava.
Milagrosamente, conseguiu se casar com um ogro do bem. O pobre rapaz não era tão mal, pobre infeliz, trabalhava diariamente, enquanto a megera vivia no computador, fingindo ser uma linda loira de olhos verdes.
Tiveram três filhos qu…

Submissão...

O peso em meus ombros andam me fazendo curvar.
Já não sei mais se o que mais pesa é a pedra sobre mim ou a que carrego dentro de mim.
Os calos, dores, marcas... já não me importam mais.
E nem a você.
E admito que em muitos momentos, vou lá e cutuco as feridas só pra ver o sangue escorrer.
Será mesmo que eu existo?
Ou serei eu o enfeite que transborda na estante?
Sou a conta no banco, sou a fila da lotérica.
Sou a válvula de escape nas noites frias.
Sou o almoço feito, a casa limpa, as roupas lavadas e o jantar servido.
Sou o filme da noite, a música que embala a dança solitária.
Sou o livro que você tem vontade ler, sou aquela que sempre diz sim.
Sou. Somente sou.
Nunca estou, nunca sou.
Sem exemplos, sem perguntas. Até pq se estou lhe servindo, pq perguntar como estou?
Ninguém se importaria mesmo.
Eu que continue a lhe servir e nunca querer ser servida.
Use e jogue fora.
Ou jogue fora depois de usar.
O peso é meu e as dores também. Eu que os carregue e nunca reclame,…

Mil Pedaços

Mil Pedaços Legião Urbana
Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar.. com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu, e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi, e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor se quiseres voltar - volta não Porque me quebraste em mil pedaços.

A Vidente...

Um vento frio cortava a madrugada. O silêncio ocupava todas as ruas desertas por onde uma vidente passava. Mulher assustadora, de corpo largo, roupas escuras. Talvez passasse despercebida aos olhos dos gatos sorrateiros que ocupavam as vielas e latas de lixo abandonadas. Seu pisar era firme, seu destino era certo. Carregava nas mãos um pacote grande, bem embrulhado e trazia a certeza de que fazia a coisa certa. Há tempos havia prometido a si mesma que aquilo não ficaria impune. Que ela seria a juíza daquela tragédia. Uma briga. Seu filho morto que ainda povoava seus pesadelos e tristezas. O menino franzino, de olhos assustados, de corpo frágil. Estava no lugar errado, na hora errada. Um estampido oco lhe tirara a vida e a mulher hoje tão decidida, caíra por terra. Jurara vingança e hoje era o dia de terminar sua promessa, de pagar sua dívida. Chegara ao cemitério e no mesmo instante uma coruja piou ao longe. Arrepiou-se. Nem assim, desistiria. Foi até a lápide onde o cor…

2 Parte do Niver do Dear Book!!

Mês de Julho é mês de festa aqui no Dear Book! \o/ O aniversário é nosso mas o presente é para nossos leitores fieis! Nessa promoção sortearemos 8 livros para 8 vencedores diferentes. A ordem do sorteio respeitará a ordem dos livros abaixo numerados: Tema: Biografias, Literatura Nacional, Literatura Estrangeira, Geeks Prêmios: “No Direction Home - A vida e a música de Bob Dylan” (Robert Shelton) “Vitor Belfort - Lições de garra, fé e sucesso” (Vitor Belfort) “Tudo ou Nada” (Luiz Eduardo Soares) "Você está sendo vigiado" (Gregg Hurwitz): livro + bottom + marcador “Viver para contar” (Lisa Gardner) "Um Mundo Brilhante" (T. Greenwood) “O Curioso Livro dos Geeks” (Ken Denmead)

Incentivo a Leitura!!

Quando uma nação descobre o poder da leitura, o desenvolvimento global acontece. Nós acreditamos no potencial do mercado brasileiro. Por isso, no mês de julho – mês que antecede a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo – gostaríamos de comunicar, o lançamento de uma campanha de incentivo à leitura. Esta importante iniciativa busca ampliar o acesso dos leitores aos mais diversos gêneros literários já publicados, através da redução de preço de alguns dos nossos livros mais vendidos. Porque um país que valoriza a importância da leitura na formação dos seus cidadãos, prospera e se desenvolve em todos os aspectos: social, econômico e cultural. Não se esqueça de visitar o estande da Novo Conceito na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e conferir todos os nossos títulos e lançamentos. Caso você não possa comparecer, fique ligadinho em nossas redes, pois teremos promoções e ações super legais! 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo Pavilhão de Exposições do Anh…

Imperdivel a Promoção no Dear Book!!!