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Mostrando postagens de Julho, 2012

Conto de Fadas ao Contrário...

E viveriam infelizes para o resto de suas mortes...
Não, você não começou o conto pelo final.
Tudo teve inicio, ou termina, por aqui.
Eram um casal incomum. Feitos as pressas, formados pelo cruel destino.
Ela, uma sem alma e beleza.
Ele, um deformado e sem coração.
Se uniram pela comodidade, um não tinha casa e a outra não tinha amante.
Formaram o par mais imperfeito, o casal mais odiado de todos os tempos.
Se amavam na tragédia, se uniam na solidão criada por eles.
Eram amantes.
Nenhum sentimento os unia, exceto a aversão que tinham um pelo outro.
Eram repugnantes, exalavam maldade e desamor.
Ela, vazia e feia.
Ele, manco e oco.
Saíam de mãos separadas, cada um seguindo seu rumo. Até a lua se escondia em nuvens escuras quando o casal resolvia brindar as ruas com suas ausências.
Destino cruel, matreiro e cheio de vontades que nunca conseguiremos entender.
Tanto tentaram que conseguiram.
Ela tinha dentro de si, um filho.
O filho gerado sem amor, sem união, sem nada.

Nada...

Não era nada.
Não tinha nada.
Nascera para ser ímpar, como o velho amigo havia previsto num passado não tão distante.
Tudo o que lhe era oferecido,lhe era tirado da mesma forma.
Ninguém a via, ela não existia.
Sufocava suas dores, sangrava solitária.
Suas formas disformes eram confundidas inúmeras vezes com o mesmo vazio deixado pelo adeus.
Se ela não estava ali, não precisava que ninguém lhe perguntasse como ela estava.
Por inúmeras vezes, procurou um abraço, mas sempre dava de cara com si mesma.
Nenhuma mão segurava a sua.
Nenhuma palavra lhe era direcionada.
Oca.
Casca opaca que abrigava uma alma sem vida.
Vazia.
Nula como eram os rascunhos jogados no lixo.
Ela sentia e ninguém sabia.
Ela chorava e ninguem via.
A dor, o desprezo, o desamor...tudo era sentido e vivido,mesmo que ninguém se desse conta de que ali, naquela casca vazia existisse alguém.
Ela era sozinha.
Solidão dolorida, solidão sentida,solidão nunca vista.
Como um nada, precisa ser aceita.
Não por …

A Lenda dos Três Irmãos!!!

Em uma vila distante com chão de terra batida e casinhas de palha, viviam muitos moradores felizes.
Cantarolavam nas tardes quentes, encolhiam-se todos juntinhos nas noites e manhãs frias.
Viviam em paz constante,até que em uma noite chuvosa e fria, em meio à raios e trovões, três irmãos surgiram na escuridão.
À frente, uma mulher vinha tropeçando em suas vestes podres e mal cheirosas.
Os cabelos embaraçados eram sinal de que banho era sinal de luxo que ela nunca havia se permitido.
Nariz caído, olheiras profundas escondiam o que antes, foram olhos esverdeados.
Hoje, verde era sua cor.
A boca toda recortada mal se fechava pelos dentes tão tortos e salientes. Do seu lado, um dos irmãos andava tropeçando e pasmem, fazia isso em seus próprios lábios.
Eram lábios tão grandes que mal cabiam no rosto disforme.
Desciam pelo corpo torto e terminavam bem embaixo de seus pés grandes e desproporcionais.
Quando andava,um barulho ensurdecedor saía dele, como um ronco bem forte de um c…

Dança nas Estrelas...

Dança comigo nesta noite salpicada de estrelas.
Me deixa perder-me em teus braços.
Me permita guiar-me por teus pés.
És a música suave que embala nossos corpos.
És a paz barulhenta que atormenta nossos braços.
Quizera eu ser a dona da noite que hoje é a dona de nós dois.
Quizera eu, que você fôsse o eterno namorado dos tempos de outrora.
Quizera nós, que esse açoite não nos ferisse a carne.
Somos, estamos, fomos.
Quizera que existissemos em nós mesmos.
Sol, noite...
Lua, dia... Eternos enquanto não existirmos, imortais enquanto nossos sonhos não forem realizados.
Mensageiros calados de sentimentos nunca existidos.
Idealizadores de projetos que nunca foram pensados. Sereno frio que gela a alma.
Calor fervente que emana das bocas entreabertas.
Beijos molhados, sussurros...
E a dança continua embalada pela canção que já não é mais ouvida.
Somos um.
Sempre fomos um. Dois corações que batem separados.
Duas almas que se completam em formas distintas.
Dois pares de …

Um Pequeno Grande Conto de Terror...

Era uma vez uma mulher muito tenebrosa.
Fazia tanta chapinha que as cascas grossas e fétidas brotavam dos cabelos que nunca balançavam com o vento.
Quando abria a boca, o hálito era uma mistura de ovo podre com carniça. Disfarçadamente, todos que iam conversar com ela, tapavam a boca para não sentir a catinga.
O corpo parecia mais um jequitibá, todo roliço de baixo em cima. Sem cintura e com veias expostas e salientes.
Criatura abominável que ainda acreditava que era bela,talvez, penso eu, o espelho estivesse quebrado.
Roupas curtas e justas, um emaranhado de amarrações, banhas saindo pelos poros. Boca torta e dentes salientes, olhos caídos e orelhas sujas. Unhas tortas e opacas,pêlos grandes e grossos saíam até por cima da pouca roupa que usava.
Milagrosamente, conseguiu se casar com um ogro do bem. O pobre rapaz não era tão mal, pobre infeliz, trabalhava diariamente, enquanto a megera vivia no computador, fingindo ser uma linda loira de olhos verdes.
Tiveram três filhos qu…

Submissão...

O peso em meus ombros andam me fazendo curvar.
Já não sei mais se o que mais pesa é a pedra sobre mim ou a que carrego dentro de mim.
Os calos, dores, marcas... já não me importam mais.
E nem a você.
E admito que em muitos momentos, vou lá e cutuco as feridas só pra ver o sangue escorrer.
Será mesmo que eu existo?
Ou serei eu o enfeite que transborda na estante?
Sou a conta no banco, sou a fila da lotérica.
Sou a válvula de escape nas noites frias.
Sou o almoço feito, a casa limpa, as roupas lavadas e o jantar servido.
Sou o filme da noite, a música que embala a dança solitária.
Sou o livro que você tem vontade ler, sou aquela que sempre diz sim.
Sou. Somente sou.
Nunca estou, nunca sou.
Sem exemplos, sem perguntas. Até pq se estou lhe servindo, pq perguntar como estou?
Ninguém se importaria mesmo.
Eu que continue a lhe servir e nunca querer ser servida.
Use e jogue fora.
Ou jogue fora depois de usar.
O peso é meu e as dores também. Eu que os carregue e nunca reclame,…

Mil Pedaços

Mil Pedaços Legião Urbana
Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar.. com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu, e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi, e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor se quiseres voltar - volta não Porque me quebraste em mil pedaços.

A Vidente...

Um vento frio cortava a madrugada. O silêncio ocupava todas as ruas desertas por onde uma vidente passava. Mulher assustadora, de corpo largo, roupas escuras. Talvez passasse despercebida aos olhos dos gatos sorrateiros que ocupavam as vielas e latas de lixo abandonadas. Seu pisar era firme, seu destino era certo. Carregava nas mãos um pacote grande, bem embrulhado e trazia a certeza de que fazia a coisa certa. Há tempos havia prometido a si mesma que aquilo não ficaria impune. Que ela seria a juíza daquela tragédia. Uma briga. Seu filho morto que ainda povoava seus pesadelos e tristezas. O menino franzino, de olhos assustados, de corpo frágil. Estava no lugar errado, na hora errada. Um estampido oco lhe tirara a vida e a mulher hoje tão decidida, caíra por terra. Jurara vingança e hoje era o dia de terminar sua promessa, de pagar sua dívida. Chegara ao cemitério e no mesmo instante uma coruja piou ao longe. Arrepiou-se. Nem assim, desistiria. Foi até a lápide onde o cor…

2 Parte do Niver do Dear Book!!

Mês de Julho é mês de festa aqui no Dear Book! \o/ O aniversário é nosso mas o presente é para nossos leitores fieis! Nessa promoção sortearemos 8 livros para 8 vencedores diferentes. A ordem do sorteio respeitará a ordem dos livros abaixo numerados: Tema: Biografias, Literatura Nacional, Literatura Estrangeira, Geeks Prêmios: “No Direction Home - A vida e a música de Bob Dylan” (Robert Shelton) “Vitor Belfort - Lições de garra, fé e sucesso” (Vitor Belfort) “Tudo ou Nada” (Luiz Eduardo Soares) "Você está sendo vigiado" (Gregg Hurwitz): livro + bottom + marcador “Viver para contar” (Lisa Gardner) "Um Mundo Brilhante" (T. Greenwood) “O Curioso Livro dos Geeks” (Ken Denmead)

Incentivo a Leitura!!

Quando uma nação descobre o poder da leitura, o desenvolvimento global acontece. Nós acreditamos no potencial do mercado brasileiro. Por isso, no mês de julho – mês que antecede a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo – gostaríamos de comunicar, o lançamento de uma campanha de incentivo à leitura. Esta importante iniciativa busca ampliar o acesso dos leitores aos mais diversos gêneros literários já publicados, através da redução de preço de alguns dos nossos livros mais vendidos. Porque um país que valoriza a importância da leitura na formação dos seus cidadãos, prospera e se desenvolve em todos os aspectos: social, econômico e cultural. Não se esqueça de visitar o estande da Novo Conceito na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e conferir todos os nossos títulos e lançamentos. Caso você não possa comparecer, fique ligadinho em nossas redes, pois teremos promoções e ações super legais! 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo Pavilhão de Exposições do Anh…

Imperdivel a Promoção no Dear Book!!!