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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Receita de Ano Novo...

Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, c…

Vai...

Te sinto indo embora...

                                       mas não consigo te pedir pra ficar...
Vai...
                                       você não vai conseguir me esquecer...
Fica...
                                       Apenas por hoje, amanhã não mais...

Vai Embora...

Vai embora e não olha pra trás.
Não volta quando a saudade doer.
Agora quem cansou fui eu.
Você ainda vai se arrepender.

Quando a saudade doer
Não chame meu nome baixinho
Eu estarei ouvindo outras canções
Aprendendo a falar outras línguas.

Quando minha ausência te incomodar
Não me procure em nenhum lugar
Eu estarei sendo presença.
A alguém que sabe me valorizar.

Vai embora e não olhe pra trás.
Teu tempo acabou de acabar.
Hoje me vou com a chuva.
Amanhã volto para estar.

Saio dessa história com um sorriso
Você??
Ainda não sei..
Espero que sinta minha falta
E tenho certeza....

                           Você nunca vai me esquecer!!!!


Eu mereço???

Eu merecia a sorte de um amor intranquilo.
A sorte de ter alguém que me respeitasse e me fizesse sentir ao menos, humana.
Eu merecia a sorte de ter alguém pra cuidar.
Alguém que fôsse frágil e forte.
Que me perguntasse como fora meu dia e se interessasse ao menos, um pouco, pelo que faço.
Alguém que me perguntasse qual livro estava lendo e que filme havia visto.
Alguém que fôsse companhia, que fôsse presença, que fôsse doçura.
Eu merecia alguém que precisasse dos meus carinhos.
Que me chamasse pra sentar na porta de casa só pra não fazer nada.
Que elogiasse minha comida e dissesse que eu estava bonita.
Que em nenhum momento gritasse ou me agredisse verbalmente.
Que não fizesse sentir a pior e mais solitária pessoa da face da Terra.
Eu merecia a sorte de um amor intranquilo.
Um amor que não doesse, que não matasse, que não fizesse morrer.
Um amor que cuidasse, que fôsse par e que nunca, por nenhum segundo, fizesse tão mal.
Um amor que não fôsse apenas comodismo ou falta de vergonha na cara.
Que não de…

Sem Volta...

Hoje eu te disse adeus.
Não um até logo ou um até breve, mas um adeus de verdade que é pra não correr risco de eu ouvir o meu coração.
Hoje eu não te pedi pra ficar, embora minha alma insistisse em te pedir o contrário.
E não fiz isso por mim.
Fiz por você.
Abri mão dos momentos contigo pq só assim não te faria mal. E sim, eu sei que te faria mal.
Deixei você sair de mim, sem olhar para trás.
Tranquei a porta, fechei as janelas, acabei com todas as possibilidades.
Hoje eu te disse adeus.
Fico com a saudade, os livros e som da guitarra.
Fico com teu riso contido e teu jeito de menino.
Fico com a dúvida e a certeza de ter feito a coisa correta.
Fico com minha solidão,como sempre foi.
Mandei embora minhas tardes de paz e não vou me arrepender e nem voltar atrás.
Não por você,mas por mim.
Sim pra você, não por nós.
Você irá seguir teu caminho,rodeado dos personagens dos livros de aventura.
Escreverá teu livro, desenhará tua história e sim, atenderá muitos clientes chatos(risos)
A realidade me toma de volta…

Desisto...

Hoje, desisto de mim.
Desisto de esperar você perceber que gosta de mim.
Desisto de suplicar um carinho, quando você nem me nota mais.
Desisto de sentir ciúmes quando é nítida tua euforia com a outra.
Desisto de sentir raiva quando sou fraca pra dizer o que sinto.
Desisto.
Hoje, desisto de me sentir vazia e oca, mesmo estando repleta de sentimentos.
Desisto de brigar com alguém que nunca vou me igualar. Ate pq hoje sei que valho muito mais.
Desisto pq sei que é luta perdida, briga injusta.
Não pq eu não consiga mais, mas por não saber fingir mais.
Hoje, eu desisto de você.
Desisto de me sentir sozinha e abandonada, me fingindo de vítima imperfeita.
Desisto de esperar você perceber que me fere quando está com ela.
Desisto de sentir.
Hoje, desisto de nós pq sei que nunca vai acontecer.
E quando digo nunca, é nunca mesmo.
As diferenças visíveis e invisíveis, o errado e a certa,a bom e o ruim.
Desisto de te querer, mesmo que eu continue te querendo.
Desisto de nada, mesmo sentindo tudo.
Desisto de esperar t…

Até Breve...

Quando você me disse pra não deixar ninguém me machucar mais,se esqueceu de mencionar que a saudade de você também me machucaria.
Se esqueceu de dizer que essa saudade que sinto seria dolorida.
Fiquei de mal com o relógio desde então, parei de contar os segundos pra te ver.
Se esqueceu de dizer que eu ficaria na noite chuvosa imaginando você em cada pingo de chuva, em cada trovoada forte, em cada som não tocado.
Se esqueceu de me dizer que tua presença ficaria viva em cada segundo que não conto mais.
E que tuas palavras seriam lidas, relidas e revividas a todo instante.
Menino malvado...
Se esqueceu de me dizer que quando disse "até breve",seria tempo demais e que as gargalhadas ficaram sem eco e as palavras sem sentido.
Quando você me disse tchau,se esqueceu de levar teu sorriso tímido que estava preso no meu e também se esqueceu de me dizer que sua falta iria doer tanto.
Quando você fechou a porta,não me disse que a falta do teu beijo seria meu desespero e que triste momento, não m…

Refém de si mesmo....

Livre em seus atos
Preso em seus sonhos
Refém calado de seus desejos
Errante assumido do seu não destino..

Pregador não fiel de suas palavras
Arrogante, sarcástico e cruel
Nada contra a maré
Não assume quem de fato é.

Fim, meio e principio
Perdido em seus trilhos mal traçados
Fere sem dó, nem piedade
Se esquecendo quem de fato é ferido.

Prisioneiro inconstante
Adotou o coração como único ser vivente
Finge não existir nada mais
Por ser cômodo ou conveniente.

Abandona a estrada
Deixa pelo caminho pedaços de quem nunca foi
Leva consigo somente a amargura
Larga esquecido todos os sonhos não sonhados.

Prisioneiro...

Muda...

Se um dia houveram sorrisos,
hoje as lágrimas dominam.
Se em algum momento houve esperança
hoje só o desespero faz morada.
Se por alguns segundos, a felicidade foi a meta
hoje já não há mais o amanhã.
Podaram tudo em mim.
Aleijaram meus sonhos.
Desfizeram meus castelos.
Amputaram meus desejos.
Sacrifiquei o que sou.
Me tornei amarga e oca.
Se quis viver...
Hoje quero morrer.
Anseio pela noite eterna.
Medo do nascer do sol.
Sou pedaço pequeno do que um dia, eu fui.
Sou parte inteira do vazio que me tornei.
Sou nada e nem ninguém.
Sou quem consente pra tudo.
Sou quem não espera mais nada.
Resignei...não há forças mais para dizer que não.
Calaram minha voz...


Tudo igual...

Noite de sexta-feira. Tudo seria diferente se hoje não fôsse hoje.
Noite silenciosa, onde o barulho do teclado é a única companhia dessa alma inquieta.
A garrafa de água ao lado do caderno rabiscado, sinal da briga constante.
Fecho os olhos e visualizo o cinzeiro abarrotado de bitucas queimadas.
O gosto da boca é amargo, como o féu que arde na alma.
Se pudesse voltar no tempo, hoje não teria existido.
Estou cansada, desanimada e vazia.
Se antes o solo foi regado, hoje arde em secura e amargura.
As palavras foram jogadas ao vento, os gestos vieram sem pensar.
A briga aconteceu e só restaram cacos espalhados pelo chão.
Já não há mais sorriso, o respeito se perdeu.
Se olho para frente, não enxergo mais nada.
Se me viro para trás, ainda me vejo lá.
Sensação estranha de derrota, certeza nítida de luta perdida.
Se brigo sozinha, perco sozinha. Nunca ganho.
Sei que amanhã tudo continuará igual, até as dores.
As cicatrizes já não doem mais, abriram parceiras na carne.
A alma um dia esperançosa, hoje finca no …

Opostos...

Ele rico.
Ela pobre.
Ele lindo.
Ela feia.
Ele inteligente.
Ela lesada...


Ele realista.
Ela sonhadora
                                                             Ele de terno.
                                                             Ela descalça.
                                                             Ele culto.
                                                             Ela aprendiz...

Ele ama Nietzs.
Ela adora romances melosos.
Ele da noite.
Ela do dia.
Ele curte música clássica.
Ela adora rock n rooll...

                                                                                              Ele complexo.
                                                                                              Ela simples.
                                                                                              Ele da cidade.
                                                                                              Ela do campo.
                                                                 …

O Fim do Inicio...

Ainda me lembro do primeiro encontro.
Fecho os olhos e vejo a nítida imagem de uma criança tentando arrancar o desenho marcado em tuas costas.
Se naquela manhã feliz eu tivesse escrito um "Oi.." ,tudo teria sido diferente.
Mas mais uma vez, eu resolvi apenas olhar e imaginar.
O tempo encarregou-se de fazer lembrança o que por um momento fora encantamento.
Perdeu-se a primeira chance.
Longos anos depois, numa  tarde fria de outono, uma frase escrita, foi entendida errada.
Mas o destino, doce destino, fez com que tudo fôsse encaixado.
Um encontro marcado, regado a velha canção do Renato Russo.
A sala vazia foi o cenário de uma paixão que surgia, sem roteiro marcado ou falas decoradas.
Uma omissão, uma covardia...
Perdeu-se a segunda chance.
As diferenças, os detalhes, a busca incansável e a submissão não se entenderam.
O afastamento foi inevitável.
Dias, semanas, meses...
Tudo inesperado, tudo complicado.
Idas, vindas, separações, ilusões.
Sonhos desfeitos, esperanças renovadas.
E o destino...