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Mostrando postagens de 2014

Olhos Nos Olhos...

Quem sabe um dia, eu te olhe nos olhos.
Te segure as mãos e te diga baixinho que eu sou irreal.
Ou real...ainda tenho dúvidas.

Quem sabe um dia, eu te olhe nos olhos.
Te leve pro meu canto e te mostre o que é solidão.
Ou festa...ainda tenho dúvidas.

Quem sabe um dia, eu te olhe nos olhos.
Abrace teu corpo e te diga que tudo que disse sentir, seja apenas desejo.
Que minhas letras eram apenas devaneios da alma.
Que nada senti, que nada realizei.
Ou que eu seja assim.
Simples.

Quem sabe um dia, eu te olhe no olhos.
E te diga que não te amei como dizia amar.
Ou somente diga que o amo, como sempre amei.
Esporadicamente.

Quem sabe um dia, eu te olhe nos olhos.
E te diga em alto e bom som que tenho uma fé pequena e falha.
Ou que eu ainda acredite em anjos e demônios.
Frequentemente.

Quem sabe um dia, eu te olhe nos olhos.
E te beije com sofreguidão.

Só pra não te dizer nada....

Red...

Brasa rubra que queima minha pele.
Incêndio que não termina em meus poros.
Serpenteio em meio as chamas que não se apagam.
Queima o fogo em mim.
Brinco, danço, vermelho na carne.
Beijos selados na alma.
Corpo que devora as labaredas do desejo.
Paixão avassaladora que não tem freios.
Me queimo.
Apago o teu fogo...
No meu fogo.

Vermelho.
Rubra insensatez que destoa minhas cores.
Crepito no doce estalar da fogueira.
Em mim.
Dentro de mim.
Você, dentro de mim.
Brasas no carvão que não se forma.
Te calo.
Na língua que incendeia.
Som em vermelho.

Fogo ardente.
Que chama, implora, pede.
Ressurge.
Reclama, grita, incendeia.
Meu desejo consumido.
Consome.
Saliva que não apaga.
Fogo,em mim.
Arde.
Em notas de vermelho.
Finito dos corpos entrelaçados.
Fim.
Rubro pecado indecente.
Saciado.
Exposto.
Vermelho...

Que escorre...
Branco e espesso.
Gruda...devoro.
Em chamas.
Línguas.
Rubro queimar.
Do meu corpo,no teu.
Do teu corpo, em mim.

Vermelho...

Vida..

Eu tive tudo que pude...e acrescentaria, o que não pude também.
Fui feliz...a medida do que felicidade for e é.
Vivi demais...e por mais que achem que não, vivi bem.
Bem ou mal, eu vivi.
Posso não ter brincado demais quando criança, mas me diverti muito.
Conheci as letras, viajei com o cavalo voador Paquito.
Pulei corda, amarelinha e gravetos.
Pintei casa e quebrei o braço.
Brinquei na escola e..quebrei o braço(de novo)
Bati na irmã...e apanhei da mãe(como apanhei)
Ganhei doces do avô, cafunés vindos da mão enrugada e do cheiro de cachimbo.
Ganhei roupas feitas a mão e pedacinhos de lanche do pai.
Joguei bola, queimada, "bets". 
Levei bolada, chute, murro e ganhei abraço.
Ganhei as letras da máquina de escrever.
Conheci a solidão das músicas apaixonadas.
Brinquei na enxurrada, tomei banho de chuva.
Fiquei doente e ganhei pão e leite quente.
Ganhei afago desajeitado do pai com sono...
Aprendi a sentir dor.
Mas aprendi também que a dor só dura o tempo que tem que durar.
Nenhum segundo a mais, ne…

Poesia..

Poema inverso...
Que encobre teu sorriso largo e matreiro.

Poesia incerta...
Que destoa da vida que há em teus olhos negros.

Poesia inacabada...
Que provoca o teu andar desengonçado...
E eu apenas, observo.

Poesia sem rima...
Que desfaz tua inocência feroz.

Poesia sem fim...
Que quebra o silêncio da tua voz...
Quando chama meu nome.

Poesia erótica...
Que mancha teu sussurrar no meu ouvido.
Quando diz que me quer.

Poesia musical...
Que embala teus braços envoltos em mim.
Por mim...
Balé...sem passos decorados.

Poesia desfeita...
Que se perde no bater do teu coração...
Bate forte, incansável...
De amor.
Em mim.

Poesia perfeita...
Que se anula diante do teu jeito doce...
De me amar, de me fazer feliz.
De ser, de ter, de sentir.

Poesia..
Simplesmente poesia.
Que não mais será entoada.
Poesia...

Enfim.
Fim.


Inversos..

Sou poesia solta na tela. Letras de amor, de paixão. De vazios. Sou fantasia, utopia. Desejo. Sou vento e tempestade.
Sou flor. Arrancada do jardim da inexistência. Pétala joga no nada. Sou choro repentino. Riso escancarado. Sou firme e rocha.
Sou a melodia que não cessa. A última nota que não é tocada. Embalo gostoso dos casais apaixonados. Solidão. Na noite perversa, em mim.
Sou rima desfeita. No poema que já foi escrito. Repetido e único. Ímpar e igual. A tantos, a todos. Nos dias cinzas e sem cor.
Sou letra inventada. Na pele desenhada. Riscada, rabiscada. Lida e ignorada. Na vida solitária...
De quem um dia, acreditou no amor...

Sabores..

É na sua boca que sinto o meu gosto...
Doce mel..que escorreu da minha buceta encharcada de prazer.
Me provo em teus lábios, sinto o gosto do tua língua que me provocou.
Lambuzo-me no néctar pegajoso que escorre pelos cantos da minha boca.
É na sua boca que provoco teu corpo inteiro.
Teus arrepios, teu pau rijo e convidativo.
Abocanho..engulo, me farto.
É no teu pau que mato minha sede de amor, de desejo.
Meu corpo não é mais comandado..no exato instante que tua boca se une a minha.
Me perco, me descontrolo.
Grito selvagem que ecoa no quarto vazio.
Bicos dos seios na ponta dos dedos, dos teus dedos.
Que puxam, que apertam...
Que esperam..
Meus gemidos, meus suores, meu derramar.
Suportam firmes a invasão que tua boca provoca.
Mastiga, marca,fere...
Mama violento em cada um deles...moleque safado, cachorro.
Esfomeado, sedento...
Meu.
Toma minhas carnes, demarca território.
Teus dedos ávidos acham minha buceta inchada....de grelinho duro e saliente.
Te chamam...
Você vem.
Mordisca...puxa, repuxa, invade...
Dedo…

Sede...

                                                             Dá-me...
                                                                            De Beber?

Insana...

"Coma-me??"

Pervertida...

                                                               Cadelinha obediente.


Vem...que hoje só obedeço.
                                                                                Tua!

Insensato Coração...

Você chegou e tomou conta de tudo, em mim.
Não se importou se já havia alguém, se existia outra pessoa...
Simplesmente chegou..e me tomou.
Se instalou na minha vida, no meu coração...na minha alma.
Você me pede...eu cedo sem pestanejar.
Você me beija...e eu me perco na umidade doce da sua saliva.
Nos seus lábios, na sua língua...no céu gostoso da sua boca.
Você me toca...e eu viajo sem volta pra um caminho sem fim.
Teus dedos na minha pele...traçando, desenhando.
Teu gosto derretendo na minha língua.
Quero desenhar a nossa vida na tua pele...pêlos..arrepios.
Quero me perder e nunca mais me encontrar na tua vida, nas tuas veias.
Quero teus olhos de desejo, tua boca de cobiça, teu corpo de luxúria.
Em mim.
Pra mim.
Dentro de mim.
Quero sentir os poros da tua carne em incêndio.
Queimando, fervendo...em mim.
Quero molhar teu peito...saliva.
Quero molhar tua carne...escorrer.
Quero tuas curvas na minha boca...rastros de paixão.
Sinais de desejo escritos na tua alma, no teu corpo.
Chamas...
Quero teus gemidos no …

Tenho...

Preciso de alguém que ainda acredite no amor verdadeiro...
Alguém que se veja bobo, sorrindo sem motivos...e mesmo assim, ainda ache que é normal.

Preciso de alguém que quebre meu silêncio...
Que se perca na canção que não cessa de tocar no meu vazio.

Preciso de alguém que ainda acredite no amanhã...
Que sinta esperança e que abrace a vida sem medos infundados, sem questões complicadas.

Preciso de alguém que se perca nas minhas palavras confusas...
Que apenas coloque os pontos, as vírgulas...nos lugares exatos.
De mim.

Preciso de alguém que me diga que estou errada, mesmo quando eu estiver errada.
E que me olhe nos olhos quando eu fizer bico...e depois rir de tudo.

Preciso de alguém que aponte todos os meus defeitos, até os que não enxergo...
E que me compreenda até quando eu não me entender.

Preciso de alguém que admire o dia, o sol...mesmo quando eu estiver olhando a noite escura...
E que me diga baixinho : "amanhã é outro dia"!

Preciso de alguém que me faça sorrir, gargalhar da vida, da…

Entre os Livros...

Acordara com o toque dos seus dedos na carne úmida.
Não se lembrara como chegara até aquele ponto duro entre suas pernas, mas sentia a respiração ofegante e os dedos molhados.
Sentou-se na cama..e tentou se acalmar.
Seu corpo inteiro estava em chamas. Os bicos dos seios duros, convite irrecusável aos seus dedos.
Apertou-os.
Gemeu alto..e deixou que sua mente buscasse o sonho perdido.
Trouxe a imagem do homem que ela amava.
O doce garoto imperfeito. O homem másculo que a fazia perder os sentidos quando chegava perto dela.
Agora se lembrava de como tudo acontecera.
O via ali na velha escola, entre os livros e garotos absortos em sonhos.
Deixou que a imaginação a conduzisse...conduzissem seus dedos.
Diante dele, o fazia tremer.
A boca o procurava, sedenta da língua áspera e molhada.
O beijou demoradamente. A língua enfiada na sua boca, buscando a saliva e o barulho do aparelho.
Percorreu cada pedacinho da boca dele com a língua...absorveu, sugou...chupou.
As mãos dele percorriam seu corpo quase nu. Ape…

Escrevo..

Trouxe a saudade.
A rabisquei no papel em branco.
Incertos riscos, imperfeitos.
Fiz rima incoerente.
Desenhei um poema.
Escrevi sem nexo.
Rascunho indefinido.
Do que nem eu mesma sei.

Busquei a solidão.
Fiz monólogo incompleto.
Inexato espaço entre uma dor e outra.
Soletrei, poetizei.
O amor e a dor.
A ausência e a presença.
Solidão.
Do que eu senti dentro de mim.

Bordei letras perfeitas.
Adornei cada uma delas.
Fiz um livro, escrevi nossa história.
Sentimentos que vivi.
Sentimento que perdi.
Você.

Papel sem vida.
Cores fundamentadas na alma.
Cinza.
Letras, apenas letras.
Do que não sei, do que senti.
Do que vivemos.
Nós.
Pra sempre?
Diga sim.

Escrevi.
Com começo, meio...
Fim.
Enfim...

Escrevi pra ti...

Gotas de Dor...

Pingos de dor escorrem pela alma que sangra.
Chove.
Gotas de saudade, decepção.
Dor que dilacera, que escorre feito enxurrada.
Já não sinto mais meu coração bater.
Meus pés não tocam mais o chão.
Chove.
Só chove.
Dentro de mim, fora de mim.
Gotinhas imperfeitas que cobrem o vidro empoeirado da janela.
Lama que desce lentamente.
Chove.
Em que momento te perdi?
Em que instante de tempo me tirastes da tua vida?
Trovão que ecoa na noite barulhenta.
Chuva incessante que molha a terra ressecada.
Que encharca o coração vazio.
Transborda dor.
 Chove.  Triste grito que se cala no relâmpago tenebroso. Letras que escorrem dos dedos molhados, cansados. Perguntas que não serão mais respondidas. Mentiras, omissões, medos. Que não mais serão sentidos. Nunca mais. Espelhos de água barrenta que se formam na vida inexata. Queria não acordar. Desejo não mais dormir. Quero o fim da dor. Mas só chove...sem cessar. E na água que escorre pelo chão solitário... Se vai também o que um dia eu senti. A felicidade que pensei ser merecedora... T…

Mais...

Incendeia meu corpo de desejo.
Já não há mais pensamentos turvos, nem fraquezas incoerentes.
Só minha carne que queima, afoita.
Já imploro por tuas mãos em mim.
Anseio desvairada por tua boca na minha pele, nos meus seios, em mim.
Encharca.
Como tempestade violenta, clamo por tua ereção.
Chamo teu pau a me invadir.
Venha. Não demore.
Arrepia os bicos dos seios...cartaz escancarado pros teus dentes certeiros.
Não demora a saciar minha fome, meu cio.
Incêndio que devora minha paz.

 Me fode.
Me coloque de quatro e me arrebente.
Deslize depressa pra dentro de mim.
Sem medo, sem vergonha.
Me fode.
Não pare, não respire.
Me morda.
Cavalgue na minha bunda.
Deixe tuas mãos impressas nela.
Geme alto,eu te ouço.
Grite meu nome, eu te calo.
Arde minha buceta.
Teus dedos no grelinho duro.
Apertam, puxam.
Me fode.
Ajoelhe pra mim.
Seja meu.
Me obedeça e exploda dentro de mim.
Me beija.
E derrame em mim.
Explosão de gozos, unidos, juntos.
Ofegantes.
Insaciados.

Por Mais...

Beba-me...

Beba.                                             Lambuze-se no mel que escorre em mim.                                             De mim.                                             Ofereço-te o mais doce mel.                                             Que escorre na carne, traça caminhos.                                             Em mim.                                             Sorva meus poros, meus arrepios intensos.                                             Caminhe na estrada do pecado.                                             Beba.                                             De mim, em mim.                                             Sirva-se.                                             Não se faça de rogado.                                             Deguste lentamente a taça que te serve.                                             Mordisque, lamba, seduza-me.                                             Deleite que escorre, doce mel.                                             S…

Anseio..

Anseio o teu prazer.
O meu prazer...
Meu querer... de você.
Teu querer...de mim.
Somos o agora.
O hoje...
Dentro de mim.
Repetidas vezes...
Incontáveis vezes.
Desejo...
O som da tua carne...
Se esfregando na minha pele.
Me lambuzar.
Te lambuzar...
Farta-me do teu gozo.
Te dar de beber...
Na boca..nos dedos...
Na alma.
Sentir teu vibrar...
Molhar você.
Queimar tua inocência..
Dentro do meu corpo.
Nua...
Tua...
Menina...Mulher.
Duas...
Que te sorvem...te sugam...
Te completam.
Duas...
Que você pede mais..
Implora mais...
E eu cedo.
Me abro...
Me invade...
Novamente...e repetidamente.

Anseio...

Palavras ao Vento..

Tempo.
Que não volta, que não cede...
Que não espera.
Queria mais tempo.
Queria ter vivido mais, realizado mais, sofrido menos.
Queria ter tido...
Mais tempo.
De corrigir falhas, de sanar erros.
De não tropeçar tanto, de não me esconder demais.
Tempo.
Se uma chance me fosse dada, talvez eu voltasse no tempo.
Mudaria minha vida.
Traçaria nova rota, faria novos caminhos.
Seria feliz.
Amaria mais, me dedicaria mais.
Me amaria mais e me diminuiria menos.
Faria diferente...ou simplesmente deixaria tudo igual.
Tempo.
Que não tenho mais.
A luz no fim do túnel se aproxima...e tristemente percebo que não é um trem da vida.
Que me esmagará feito pó dissipado no vento, perdido no tempo.
A vida é cruel..
Mas mais cruel foram minhas decisões.
Tempo.
Que é escasso, pequeno, grandioso tempo incontado.
Nos segundos do relógio que não para nunca, o tempo se finda.
Não há mais chance de corrigir meus erros, de fechar minhas feridas.
De fazer diferente.
Parto...
Sem deixar nenhum feito, nenhuma marca na história da minha vida.
Não f…

Quando Você Partiu..

Por um momento fiquei olhando a porta entreaberta. Não restou nada. Não sobrou nada. Nenhuma lembrança, nenhuma dor. Nem um fio solto das pontas que nunca foram amarradas.
Por um momento fiquei parada ali. Olhando a casa sem vida. Os quadros tortos na parede. A lareira suja de carvão velho. O tapete com a mancha do vinho derramado. O resto do amor espalhado no chão.
Por um momento fiquei tentando entender. Não havia nada. Era apenas vazio, apenas um oco. Um não sentir saudade. Um não existir de... Nada.
Por um momento fiquei me perguntando onde errei. Ou onde você errou. Em que segundo de fração de tempo nos perdemos. Um do outro. Ou se nunca fomos.. Um do outro.
Por um momento...eu chorei. Porque entendi o que havia acontecido. Não havia nada. Nem vazio. Nem dor. Nem esperança.
Porque no exato momento que você se foi... Eu havia ido contigo...
P

Sentidos...

Não quero seu sorriso Quero sua boca no meu rosto Sorrindo pra mim...


Não quero seus olhares Quero seus cílios nos meus olhos Piscando Pra mim...

Transfere pro meu corpo Seus sentidos Pra eu sentir a sua dor.. Os seus gemidos E entender por que Quero Você..  Não quero seu suor Quero seus poros Na minha pele Explodindo de Calor...

Dias...

Vivi esperando por dias melhores.
Dias sem dor, dias sem tristezas.
Dias simples, onde dormir virada pro lado direito não causasse tanto desconforto.
Dias normais, onde andar não faria você sentir navalhas cortando a carne pálida.

Vivi esperando por dias felizes.
Dias que o cansaço não reinasse, que a solidão não consumisse.
Dias de chuva fininha, onde respirar seria natural.
Dias de sol fraquinho, onde falar não causaria tantas náuseas.

Vivi esperando por dias de algazarra.
Dias em que o barulho ensurdecedor dos risos fosse maior que o silêncio temeroso na alma.
Dias cinzas e nostálgicos, onde o piscar de olhos trouxesse pontinhos coloridos na vida.
Dias repletos de cores, onde o ouvir de sons, trouxesse pequenos pontos negros na morte.
Na minha morte.

Vivi esperando dias de sonhos.
Dias soturnos onde o desespero não fosse predominante.
Dias, simplesmente dias...normais, comuns, incomuns, incertos.
Comandado por segundos de tempo incontáveis.
Dias...sem dor.

Vivi esperando diariamente...
Que talvez tud…