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Mostrando postagens de Novembro, 2014

Vida..

Eu tive tudo que pude...e acrescentaria, o que não pude também.
Fui feliz...a medida do que felicidade for e é.
Vivi demais...e por mais que achem que não, vivi bem.
Bem ou mal, eu vivi.
Posso não ter brincado demais quando criança, mas me diverti muito.
Conheci as letras, viajei com o cavalo voador Paquito.
Pulei corda, amarelinha e gravetos.
Pintei casa e quebrei o braço.
Brinquei na escola e..quebrei o braço(de novo)
Bati na irmã...e apanhei da mãe(como apanhei)
Ganhei doces do avô, cafunés vindos da mão enrugada e do cheiro de cachimbo.
Ganhei roupas feitas a mão e pedacinhos de lanche do pai.
Joguei bola, queimada, "bets". 
Levei bolada, chute, murro e ganhei abraço.
Ganhei as letras da máquina de escrever.
Conheci a solidão das músicas apaixonadas.
Brinquei na enxurrada, tomei banho de chuva.
Fiquei doente e ganhei pão e leite quente.
Ganhei afago desajeitado do pai com sono...
Aprendi a sentir dor.
Mas aprendi também que a dor só dura o tempo que tem que durar.
Nenhum segundo a mais, ne…

Poesia..

Poema inverso...
Que encobre teu sorriso largo e matreiro.

Poesia incerta...
Que destoa da vida que há em teus olhos negros.

Poesia inacabada...
Que provoca o teu andar desengonçado...
E eu apenas, observo.

Poesia sem rima...
Que desfaz tua inocência feroz.

Poesia sem fim...
Que quebra o silêncio da tua voz...
Quando chama meu nome.

Poesia erótica...
Que mancha teu sussurrar no meu ouvido.
Quando diz que me quer.

Poesia musical...
Que embala teus braços envoltos em mim.
Por mim...
Balé...sem passos decorados.

Poesia desfeita...
Que se perde no bater do teu coração...
Bate forte, incansável...
De amor.
Em mim.

Poesia perfeita...
Que se anula diante do teu jeito doce...
De me amar, de me fazer feliz.
De ser, de ter, de sentir.

Poesia..
Simplesmente poesia.
Que não mais será entoada.
Poesia...

Enfim.
Fim.


Inversos..

Sou poesia solta na tela. Letras de amor, de paixão. De vazios. Sou fantasia, utopia. Desejo. Sou vento e tempestade.
Sou flor. Arrancada do jardim da inexistência. Pétala joga no nada. Sou choro repentino. Riso escancarado. Sou firme e rocha.
Sou a melodia que não cessa. A última nota que não é tocada. Embalo gostoso dos casais apaixonados. Solidão. Na noite perversa, em mim.
Sou rima desfeita. No poema que já foi escrito. Repetido e único. Ímpar e igual. A tantos, a todos. Nos dias cinzas e sem cor.
Sou letra inventada. Na pele desenhada. Riscada, rabiscada. Lida e ignorada. Na vida solitária...
De quem um dia, acreditou no amor...

Sabores..

É na sua boca que sinto o meu gosto...
Doce mel..que escorreu da minha buceta encharcada de prazer.
Me provo em teus lábios, sinto o gosto do tua língua que me provocou.
Lambuzo-me no néctar pegajoso que escorre pelos cantos da minha boca.
É na sua boca que provoco teu corpo inteiro.
Teus arrepios, teu pau rijo e convidativo.
Abocanho..engulo, me farto.
É no teu pau que mato minha sede de amor, de desejo.
Meu corpo não é mais comandado..no exato instante que tua boca se une a minha.
Me perco, me descontrolo.
Grito selvagem que ecoa no quarto vazio.
Bicos dos seios na ponta dos dedos, dos teus dedos.
Que puxam, que apertam...
Que esperam..
Meus gemidos, meus suores, meu derramar.
Suportam firmes a invasão que tua boca provoca.
Mastiga, marca,fere...
Mama violento em cada um deles...moleque safado, cachorro.
Esfomeado, sedento...
Meu.
Toma minhas carnes, demarca território.
Teus dedos ávidos acham minha buceta inchada....de grelinho duro e saliente.
Te chamam...
Você vem.
Mordisca...puxa, repuxa, invade...
Dedo…

Sede...

                                                             Dá-me...
                                                                            De Beber?

Insana...

"Coma-me??"