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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

Amor...Maldito amor!

Amor finito. Infinito amor. Que não se acaba. Que termina em pontos. Reticências. Rimas e desfechos. Improvável amor. Desenhado nas letras. Vivido na poesia. Morto na solidão. Aceita o bem e o mal. Gratidão e presença. Amor incondicional. Riqueza de sentimentos. Afeto, carinho. Finito amor. Que termina na dor. Que reflete o desamor. Inconstante amor. Infinito amor. Das provas e sabores. Traição de sentir. Morrer por amor. Na dor da ausência. No amor de viver. No sofrer diário. No esperar cansativo. Cansou. Amor infinito. No peito solitário. Na lágrima que não para. No bater que não cessa. Finito amor. Até que não morre.
Até que termine.

Até que acabou!

Amor..maldito amor.
Finito amor.
Infinita dor!

Fim!!!!

Triste Soneto Sem Rima...

Em um mundo de pessoas felizes, sou mera intrusa do amor. Coração leviano, que não se cansa de sofrer. Passageira infeliz que ninguém nota... Ninguém vê.
Na rota incerta da vida, sigo solitária. Sou fragmentos de alegrias que senti, deveras. Devaneios poéticos. Ninguém lê.
Já não sou mais capaz de me ouvir. Lamentos sem fim. Reclamações incontáveis. Ninguém me nota.

Me perdi dentro do meu sentimento.
Intenso sentir, eterno esperar.
Porque a vida me colocou noutro tempo?
Porque não pude viver com você?

Me questiono, me aprisiono.
Quisera eu poder escolher.
Destino que não foi traçado.
Amor que seria vivido.

Te sinto nas minhas letras.
Dom maldito de escrever o amor.
Sentir o amor.
Por amor, com você!

Se possível for, quero morrer de amor. Do tanto que amei, me doei. Do tanto que sofri...
Te esperei.
De tanto que te amo...

Morro.

Uma vida pra te esperar..e o destino, amaldiçoado destino, me colocou noutra estrada que não a sua...
Separados, sigo a te amar.
Eternizados, morro sem ter amado...

Separados...até o fim!

Esquecer...

Irremediavelmente você vai se lembrar de mim!
Quando a chuva chegar. Quando o sol se pôr. No olhar as estrelas que nunca se apagam. Nas noites que sempre se acendem. Doce lua, lua intensa.
Você vai se lembrar de mim!
No solo da guitarra solitária que sempre deixa o poeta embasbacado. Nas letras melodiosas que sempre fizeram os músicos chorarem. Nas canções sem harmonia. Nas danças sem melodia.
Você vai se lembrar de mim!
Nas manhã de algazarra dos pássaros. Nas tardes de calor intenso e pensamentos turvos. Folia interna de sentimentos. Dias de pensar e não sentir.
Você vai se lembrar de mim!
Quando o silêncio for o dono da razão. Quando o coração for o dono de fato, do amor. Do amor, ofertado e cobrado. Do negar, não querer. Amor.
Você vai se lembrar de mim!
E teu peito vai doer. Tua alma irá sangrar. Teus pensamentos irão te trair. Teu coração vai me chamar.
E você... Vai se lembrar de mim...
Quando eu finalmente, tiver te esquecido de vez...

Na Noite Do Fim...

Noite, gélida noite. Das palavras feridas. Cravadas na alma. Sonoros gritos. Feridos, proferidos. Dor. Ler, reler... Pensar e doer. Triste fim do amor condenado. Já fim, antes de começar. Começo, antes de terminar. Palavras... Adagas afiadas dilacerando os sonhos. Pranto incessante. Medo. Incerto existir. Teu olhar gelado não suportou meus olhos de esperança. O gelo que tua alma transborda foi pouco para o fogo que minha alma... É! Contrastes nítidos. Diferenças não aceitadas. Branco e preto. Água e óleo. Não se juntam Combinam e não rimam. Tua maldade venceu minha calma. Menina ingênua. Crente no amor. Desatenta a dor. Sentiu demais. Sofre por nada. Sonhou com tudo. Perdeu por nada. Tua pouca alegria não suportou a ver feliz. Palavras. Duras palavras gritadas. Repetidas palavras sentidas. Cortes de foice matando o amor. Pedaços de vida espalhados no vento. Tempo. Invisível existir. Clemência! Ela pediu. Ele não atendeu. Palavras. Mais e mais palavras. Sangrou a alma. Até os pensamentos doeram. Na noite sem vida. Adormeceu não senti…

Jack...

Você não teve tempo... Não teve tempo de ler os diversos livros que tinha comprado.  Não conseguiu rir de Cinquenta Tons, apesar de ter pesquisado sobre e ter me dado muitas lições de moral, sem moral. Você não teve tempo... De me falar sobre amor, desamor. Ainda faltou tanta coisa, pirata... Tantas histórias. Você queria ter me dito mais sobre seu grande amor. Detalhado mais cada um de seus filhos, seus planos. Você não teve tempo de ver sua neta crescer e ficar ainda mais linda. Será que você colocou a proteção na janela? As vezes, ainda me pergunto sobre isso. Você não teve tempo de terminar a coletânea de Edson e Hudson...mas eu me recordo bem que quis te matar quando dedilhou uma música deles no violão pra mim. Você riu de eu ter ficado nervosa. E aí, dedilhou ainda mais. E eu desliguei o telefone na sua cara. E na boa? Você riu muito. Você não teve tempo de me falar mais sobre Beatles e Legião. E eu juro, pirata...eu queria ter aprendido mais e mais. Mesmo que você soubesse que eu esqueceria tudo d…

Se Existo...

Sou silêncio que grita alto. Hoje silencio minhas inúmeras palavras. Te peço, te grito, te chamo. Não me ouves. Calo meus gritos. Silêncio na alma. Sou a escuridão da solidão. Vazio que se perde em meio ao caos. Sou meus olhos que fogem matreiros. Correm para longe de ti. Fogo que nunca se apaga. Negativa que sempre destoo. Lágrimas que não se cansam de cair. Sou teu pesadelo mais dolorido. O abraço menos sentido. O beijo que não queimou. O desejo que não ardeu. Sou teu silêncio mais profundo. Meu grito mais calado. Sombrio existir. Sorriso que não senti. Sentir que não vivi. Vida que não quis. Sou o meu próprio calar. Eco dos meus sonhos desfeitos. Imensidão no horizonte perdido. Silêncio. Ausência, armadura. Fuga. Fugir. De mim, de ti. Por nós. Sou minha falta de perdão. Minha presença em excesso. Minha preocupação sem medidas. Sou.. Por ti, apaixonada. Sou por mim, renegada.
E se te peço hoje, me ouça. E se te chamo hoje, me veja.
E se te amo...não me deixe ir!

Ciclo...Fim!

E é mais uma noite que te espero em vão... E foi menos um noite que te esperei... Em vão.
Depois de tanto tempo de sofrer e chorar, as noites já não tem o mesmo peso de antes. Já não te espero como esperava. Já não te vejo mais como eu via. Já não sinto mais como eu sentia. Como eu me sentia. Talvez o coração já não carregue mais tantas expectativas vazias e tolas. E nem a razão tenha assim tanta razão. Talvez, eu nem tenha precisado escolher. Você mesmo fez isso por mim. Acho que no fundo, a gente acaba aprendendo, não da maneira mais sútil,mas sim, da mais dolorida possível, que não se pode esperar tanto de alguém que não tem nada a oferecer. Cruel? Talvez... Sinceramente, já não penso muito nisso. A vida tem seguido e eu tenho seguido junto. Não estou bem. Ah..estou bem! Bem mal. Mas...não dou o direito de ninguém saber. Você pode ter me desestruturado inteira, mas eu ainda fiquei com uma parte essencial de mim: o quem sou! Hoje já não busco mais tantas justificativas para o que você fez ou faz comigo. J…

Personagem...

Fecharam-se as cortinas. O espetáculo terminou. Já não há mais razão para ser estória, história... Platéia vazia. Palmas caladas. Acabou. Sentada sozinha no palco, olho o vazio. Te chamo. Te chamo. Te chamo. Não me ouves mais. Me deixou aqui. Apresentando o último ato de uma peça onde só você atuou. Eu sangrei. Um enorme nó que dói, que prende. Me sinto tão morta. Pedindo a Deus que a vida passe bem rápido. O fim. Sou apenas um pequeno fragmento perdido do que fui. Desacreditei. Certeza. Acabou. Estou no silêncio onde te chamei. Procuro o silêncio que não pedi. Não permito mais uma lágrima. Não me dou o direito de te esperar. Exausta demais para implorar alguma coisa a mais. Já desci tão baixo, onde nunca me imaginei estar. Desisti. Lamento sem fim. Dividida entre a ilusão e a aceitação. Já não tento mais. Já não sinto mais. Já não peço mais. Não recomeço... Mais.
Fecharam-se as cortinas. O espetáculo acabou. Peguei meu personagem real e me vesti. Sequei a lágrima que não caiu. Me levantei por fora. Menti por dentro. Fingi. E …

Falta Dolorida...De Mim!!!

Acordei sentindo falta de mim. Falta do meu riso espontâneo, das minhas gargalhadas engraçadas. Falta de ser quem eu era. E até do jeito torto que encarava a vida e meus dias vazios. Senti falta de poder viver.

Acordei sentindo falta de mim. Do meu olhar perdido no horizonte. Das minhas conversas inteligentes. Dos diálogos sobre filmes, músicas e séries. Senti realmente falta de poder falar. De alguém que pudesse me ouvir ou ler.

Acordei sem saber quem eu era. Ou o que sonhava e queria. Me busquei dentro de mim e não me achei. Vaga lembrança da música que tocou. Desenho rabiscado na pele. Decepção. Triste realidade a ser fingida.

Acordei sem querer ter acordado. Perdida em busca de alguém que já não sou. Encontrada em ninguém que nunca fui. A dor e o vazio, brigam em mim. A tristeza vence... Sempre.

Acordei sentindo falta de mim. Falta dolorida dos meus tempos de ilusão. Dos amigos imaginários. Dos amores platônicos. Dos risos pela madrugada. Das músicas. Sentindo uma falta absurda... De mim.

Me devolve? Devolve o me…

A Última Vez...

Meu coração sangrou. Pela última vez me vi morrer. Em amor, por amor. Na dor, na decepção. Cinza existir.
A solidão me abraçou. Gelada, crua. Insensível sentir. Adormeci em seus braços. Acordei no chão. Negro viver.
A raiva me dominou. Te odiei por muitos minutos. Amaldiçoei o amor que senti. Anulei, joguei no lixo. Sentimento torpe, infantil. Morri por amor. Vivo por ódio.
Tua crueldade me tirou o sol. Tudo é dor, tudo é lágrima. Cinza como o dia. Que chora junto a mim. Solidão devassa, amiga. Me sinto tão só. Sou tão só.
Teu silêncio me dominou. Garoto desumano. Fraco, omisso. Erros tão repetitivos. Futuro já tão certo. Você foi além do que eu esperava. Triste fim.
Minha alma morreu. Na noite de chuva intensa. Até o céu chorou comigo. Meu coração sangrou. Meu amor acabou. Nada ficou.
Sinto em mim a dor da despedida. Fria, solitário adeus. Sem motivos para continuar. Exceto aprender a te odiar. Meta de vida. Erros passados... Nunca serão consertados.
Minha alma sangrou. Você me machucou. Mais uma vez... Não a primeira vez...
A últi…