Vazio Amor...

Tento remover em vão o amor que sinto no meu peito.
Amor vivo, morto, amor.
Difícil escrever quando há tanto sentimento.
Isento, escasso, transborda.
Pequenos estilhaços de amor que cortam os sonhos.
Pesadelos constantes ...
De amor.

Quisera eu falar de amor.
Do amor não correspondido, do amor vivido.
Certeiro amor que desencadeia a falsa poeta.
Pensamentos turvos, bagunçados.
Visto-me de amor, insensato amor.
Maldito amor.

Rasga a noite e seus silêncios.
Rompe o dia e seus temores.
Brilha o amor, esconde o amor.
Entre guitarras e violões.
Entre letras e o silêncio.
Entre as mãos pedindo socorro e os braços cruzados.
Torpe amor.
Abençoado amor.

Ódio insano que abandona o corpo vil.
Retalhos de sentimentos remendados...
Emendados, colados, tortos.
Arranca do peito incoerente.
Doce amor, sangrando amor.
Rubro amor.
Odiado amor.

E que ao findar esse amor, não reste nada.
Que o amor seja consumido pelo amor.
Que não aconteceu, que não viveu.
Que me matou.
Sepulta no teu peito, o meu amor.
Massacra na minha alma, o seu amor.
Sepulcro vazio.

Amor, inerte amor.
Amor, vazio amor.
Amor...

Amor....

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