Eu te chamo...

Vem!
Chama meu nome baixinho nessa noite quente e silenciosa.
Grita com teu corpo inquieto, me levando para perto de ti.
Anseio por teus beijos, queimo por teus braços, em volta de mim.
Mãos, pele, pelos, desejo, gemidos.
Quero teu suor se misturando aos meus apelos, tua boca se fundindo com a minha.
Quero não ter o amanhã por ser suficiente o hoje.
Quero que me faça esquecer dos meus valores, que me faça perder o foco.
Que me tire do prumo, me desajeite, me permita me perder.
Em você.
Quero que me encoraje, que me devore, que me cale com teus dedos, tua boca.
Quero a noite quente sobre nós e o dia frio entre nós.
Quero tuas unhas roídas traçando desenhos na minha carne.
Quero a saliva, o cheiro, o gosto.
O teu.
Quero que me faça dormir aninhada em teu peito quando o cansaço já for tamanho.
Quero que todos os sons sejam extintos no exato momento em que formos um.
Quero nossos gritos, nossos olhares, nossas mesmices.
Quero teu suor se misturando ao meu desespero.
Quero a bagunça da sala,o tapete manchado e o som incessante do cão lá fora uivando para a lua cheia nessa noite sem estrelas.
Quero matar a sede, saciar a fome que me consome...
Dos teus beijos.
Quero você!
Meu!
Rude, selvagem, tolo.
Quero teu riso, teu chamado.
Quero ser eu, sem doçura, sem perguntas, sem pudores.
Quero e quero agora!
Ouve meu chamado e vem logo para casa.
Para nossa casa.

Vem?

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